Paulo Abrantes - Filosofia

Serra da Capivara – Piauí

Nasci no Rio de Janeiro, onde vivi a maior parte da minha infância. Em 1961, mudei-me com os meus pais para Brasília, onde conclui o ensino fundamental. Cursei todo o ensino médio, de 1967 a 1969, no Centro Integrado de Ensino Médio (CIEM), que era uma escola de aplicação da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília. Entrei por vestibular nesta mesma universidade em 1970, para o curso de física, que finalizei em 1973, na sua modalidade ‘licenciatura’.

Cheguei a iniciar o mestrado em física no Departamento de Física da Universidade de Brasília, mas não prossegui a pós-graduação, após ter sido aprovado em concurso para professor da Fundação Educacional do Distrito Federal, como então se chamava a instituição que administrava o ensino público na capital federal. Lecionei em várias escolas de cidades do entorno de Brasília e também no Plano Piloto.

Candidatei-me a uma bolsa do governo francês em 1975, com o projeto de aplicar a história e a filosofia da ciência ao ensino de ciências . Essa bolsa me foi concedida e iniciei, em 1976, uma maîtrise em filosofia na Universidade de Nanterre, na região parisiense. Defendi a dissertação em 1978. Prossegui meus estudos de pós-graduação em nível de doutoramento no Centro de Lógica e Filosofia da Ciência (CLE) da Universidade de Campinas, e na Universidade de Paris I, onde defendi a minha tese em 1985.

Retornei, em seguida, ao Brasil onde passei a lecionar na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com uma bolsa de recém-doutor do CNPq, e, mais tarde, na Universidade de Brasília, onde ingressei como professor visitante do Departamento de Filosofia. No ano seguinte fui aprovado em concurso público e permaneci na UnB até aposentar-me, como professor titular, em 2017.

No início da carreira lecionei e fiz pesquisa sobretudo nas áreas de filosofia da ciência, história da ciência e filosofia da mente. A partir do final dos anos 1990, passei a dedicar-me à filosofia da biologia e a estudar, de modo especial, a evolução da cooperação na linhagem hominínea. Esse processo coloca questões filosóficas a respeito da existência de modalidades não genéticas de herança, como a herança cultural, e da possibilidade da seleção natural atuar em vários níveis, incluindo o do grupo social.

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